Autores

Guedes, D.R.C. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE) ; Santos, N.M. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE) ; Cestaro, L.A. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE) ; Costa, D.F.S. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE)

Resumo

As planícies flúvio-marinhas são sistemas ambientais importantes no contexto socioeconômico do Rio Grande do Norte por conta da sua dinâmica ambiental. A presente proposta teve como objetivo analisar a dinâmica geoambiental das Planícies Flúvio-marinhas do Estado, identificando os elementos e as interações que compõem essa unidade ambiental no contexto do Estado. Os procedimentos metodológicos utilizados para alcance dos objetivos foram levantamento de material cartográfico, revisão bibliográfica e trabalho de campo. Por apresentarem particularidades para cada porção do litoral (Setentrional e Oriental), principalmente por conta das diferentes influências climáticas e ocorrência de estuário negativo e positivo, respectivamente, para cada porção da costa litorânea, propõe-se a subdivisão destes sistemas em: Planícies Flúvio-marinha do Litoral Setentrional e Planícies Flúvio-marinha do Litoral Oriental

Palavras chaves

Planície flúvio-marinha; Rio Grande do Norte; sistemas ambientais

Introdução

A localização geográfica influenciará na diversidade das características e interações dos sistemas ambientais, imprimindo particularidades pela atuação dos fatores endógenos e exógenos que atuam na superfície terrestre. Para analisar a dinâmica dentro destes sistemas e suas interações com outros, são instituídas unidades ambientais que agrupam o maior número de geofácies inerentes a um determinado sistema ambiental. Segundo Christofoletti (1999), os sistemas ambientais representam unidades organizadas na superfície terrestre, de modo que a espacialidade se torna uma das suas características inerentes. A organização desses sistemas vincula-se com a estruturação e funcionamento de (entre) seus elementos, assim como resulta da dinâmica evolutiva. Para compreender a dinâmica destes ambientes, suas potencialidades e fragilidades, considerando a ação humana é necessário identificar as relações existentes entre os meio físico e social. Sotchava (1978) destaca que o geossistema inclui, em si, as mudanças causadas por fatores econômicos e sociais, interligando-se com os conceitos de sistema ou complexo produtivo territorial. Neste sentido a abordagem proposta por ele permiti considerar os elementos antrópicos e físicos na discussão da dinâmica nos sistemas ambientais. Neste contexto Cestaro et al. (2007) propuseram para o Estado do Rio Grande do Norte um sistema de classificação das unidades ambientais que servisse de base para o Zoneamento Geoambiental. O Estado foi compartimentando em 9 regiões naturais, 17 geossistemas e 35 geofácies, entre as regiões naturais estão: Depressão Sertaneja, Planalto da Borborema, Planalto Residual, Morros basálticos isolados, Tabuleiro, Chapada, Planície Costeira, Planície Flúvio- marinha e Planície Fluvial e Lagunar. As Planícies Flúvio-marinhas constituem-se como ambiente de contato entre os sistemas deposicionais continentais e marinhos de intensos processos físicos, químicos, geológicos e biológicos, alto teor de nutrientes e produtividade, importantes áreas para o desenvolvimento de atividades humanas de caráter econômico e caracterizam-se como ambientes frágeis e vulneráveis. No Rio Grande do Norte a utilização destas áreas para a instalação de salinas é muito expressiva, posto que as condições naturais destes ambientes no Estado condicionam a produção de sal em larga escala, importante produto para economia local. O presente trabalho tem como objetivo analisar a dinâmica geoambiental das Planícies Flúvio-marinhas do Rio Grande Norte, identificando os elementos e as interações que compõe essa unidade ambiental no contexto do Estado.

Material e métodos

A pesquisa partiu da abordagem geossistêmica para análise das planícies flúvio-marinhas, esta abordagem consiste que os elementos que compõe a dinâmica de um sistema ambiental estabelecem relações entre si. Christofoletti (1999) elabora o esquema de interação dentro de um geossistema, onde a geomorfologia, clima, hidrologia, vegetação, solo, fauna e ação antrópica formariam um complexo essencialmente dinâmico. Para alcance dos objetivos da proposta, foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos: • Levantamento e análise do material bibliográfico referente a dinâmica ambiental das planícies flúvio-marinhas em Miranda, Castro e Kjerfve (2002); Suguio (2003) e Rosseti (2008); as características físicas do Rio Grande do Norte no Projeto RADAMBRASIL - Folhas SB 24/25. Guajaribe/Natal (1981); Nunes (2006) e CPRM – Geodiversidade do Rio Grande do Norte (2010; • Levantamento e análise do material Cartográfico e de Sensoriamento Remoto, para identificar as áreas de ocorrência das planícies no Estado e subsidiar a caracterização físicas destes ambientes; • Trabalho de campo para registro fotográfico das atividades humanas desenvolvidas na área e validação de dados obtidos através do levantamento bibliográfico; • Interpretação e análise das informações obtidas através das informações coletadas na bibliografia e em campo;

Resultado e discussão

A planície flúvio-marinha possui características diferenciadas ao longo do litoral (Figura 01). No litoral oriental a rede de drenagem apresenta-se com maior frequência e é constituída por cursos de águas perenes, fazendo com que tenha mais área de ocorrência de planície flúvio-marinha. O litoral norte possui poucos estuários, mas são áreas de acumulação flúvio-marinha de maiores extensões, onde os índices pluviométricos são concentrados nos meses entre dezembro a maio. As Planícies Flúvio-marinhas do Rio Grande do Norte estão assentadas, geologicamente, sobre a Bacia Sedimentar Potiguar, em área de ocorrência da Formação Barreiras (CPRM, 2010). Áreas caracterizadas por grau diagenético fraco, sedimentos arenosos-argilosos, intercalações silticas e conglomeráticas, originadas em ambiente continental fluvial e deltaico, intercalados com registro de correntes de lama e areia e flutuações climáticas (GOMES. et. al., 1981). No que se refere ao relevo, são áreas planas resultantes da combinação de processos de acumulação fluvial e marinha, geralmente sujeitas a inundações periódicas (PRATES, GATTO, COSTA, 1981). Este tipo de relevo favorece o processo de acumulação de sedimentos. As áreas sofrem influência dos climas semiárido, subúmido e úmido. O clima subúmido apresenta elevada temperatura média entre 26°C a 27°C e totais pluviométricos que estão registrados entre 800 e 1.200mm anuais. O clima úmido apresenta a precipitação anual está entre 2.000 e 2.500mm (AZEVEDO, MOREIRA, 1987). No litoral setentrional, predominam as precipitações com valores entre 600 e 800mm, com valores inferiores a 600mm na sua parte central, alcançando núcleos ligeiramente inferiores a 500mm. No litoral oriental os totais de precipitação anual variam entre 800 e 1.600mm (CPRM, 2010). Nestas áreas ocorrem os Gleissoslos Sálicos, predominantes nas planícies do litoral setentrional e os Solos Indiscriminados de Mangue no litoral oriental. Os Solos Indiscriminados de Mangue compreendem os solos não muito desenvolvidos, gleizados, mal ou muito mal drenados, com alto conteúdo de sais provenientes da água do mar que se formam nessas áreas baixas e alagadas (SOUZA et al., 1981). Os Gleissolos, são solos salinos que apresentam altas concentrações de sais de sódio, cálcio, magnésio e outros. Extremamente rasos, apresentam um horizonte sálico e crostas de sais na superfície no período seco (SOUZA et al., 1981). Estes solos são encontrados nas planícies do litoral setentrional, recebendo influência das marés em altitudes acima de 2 metros (NUNES, 2006). A vegetação encontrada na área é caracterizada por Salgado et al. (1981) como Áreas de Formação Pioneira, são ambientes dependentes da sedimentação do terreno pela deposição aluvial ou marítima e das oportunidades ecológicas no transporte de sementes das comunidades envolventes. Ocorrência de formações arbóreas, representada pelo mangue e herbáceas, representada pelas espécies halófitas. São área marcadas pela presença de caranguejos, siris, goiamuns, aratus, a ostra, o mexilhão, o sururu e o camarão nativo. A abundância de algas microscópicas é o principal motivo para alta produtividades nas áreas de mangues das planícies, servindo de alimento para animais menores (NUNES, 2006). As diferentes características climáticas para os litorais setentrional e oriental influenciam diretamente nas formas de ocorrência e nas condições das planícies para os diferentes setores. Onde as regiões predominantemente semiáridas os rios são de caráter intermitente e secam completamente no período de estiagem, condicionados na maior parte por um substrato geológico composto por rochas cristalinas de baixa porosidade e permeabilidade e praticamente sem regolitos favorecendo os escoamentos superficiais (CPRM, 2010). No litoral oriental, a influência do clima subúmido imprime uma outra dinâmica as planícies deste setor. Caracterizados por precipitações médias (entre 1.000 e 1.500mm/ano), especialmente na região costeira oriental do estado, ocorrem águas superficiais drenadas nos trechos médios e baixos dos principais rios e riachos costeiros. A umidade alta do ar, os volumes consideráveis de precipitação e descarga fluvial apresentam-se maiores que as taxas de evapotranspiração, caracterizando as planícies desta porção como estuários positivos. Desta maneira os solos destas áreas (Solos Indiscriminados de Mangue) apresentam níveis moderados de sal, ocorrência de matéria orgânica, proveniente de decomposição da vegetação de mangue e da intensa atividade biológica produzida pela fauna (SOUZA et al., 1981). A fauna é mais expressiva, com a presença de caranguejos, siris, goiamuns, aratus, abundância de algas microscópicas e microcrustáceos (NUNES, 2006). Devido as condições ambientais favoráveis a vegetação apresenta um porte mais arbóreo. Presença de espécies características como o Rhizophora mangle (mangue vermelho); Laguncularia racemosa (mangue branco), Avicennia schaueriana (mangue língua de vaca) e A. germinans (mangue preto) (SALGADO, et al 1981). Na interface hidrologia – geologia (nas duas áreas), caracterizam-se pela presença de aluviões, com areias finas a grosseiras, incluindo cascalhos e argilas, sedimentos com bom potencial hídrico. Nas áreas mais secas constituem a única opção para obtenção de água (BARROS et al., 1981). Ocorrência também de coberturas coluviais e eluviais, constituídas de areias siltico-argilosas, localmente laterizadas, que apresentam potencial hidrogeológico muito variável (fraco a bom), em função da posição que assumem nas diferentes bacias, em relação ao teor de argila, o principal condicionador do fluxo de água no seu interior (BARROS et al., 1981). O relevo plano destes ambientes favorece a acumulação dos sedimentos carreados pela drenagem do rio (desde as nascentes, nas áreas mais elevadas), contato deste com o ambiente marinho e a diluição da água do mar com a do rio. Quanto maior a extensão da planície para o interior do continente, maior o avanço da maré sobre o terreno. As interações dentro do sistema de Planícies Flúvio-marinha sofrem influência direta das condições climáticas, que produzem características distintas para alguns elementos, em cada porção do litoral setentrional (Figura 02) e oriental (Figura 03). Ainda no contexto das interações, as planícies flúvio-marinhas além de conter inter-relações entre os seus componentes físicos, estabelece relações com sistemas ambientais vizinhos. No Rio Grande Norte está unidade ambiental mantém relação com os Tabuleiro Semiárido Interiorano, Tabuleiro Costeiro Semiárido, Tabuleiro Sub-úmido Oriental, Planície Costeira e Planície Fluvial e Lacustre, baseados na taxonomia proposta por Cestaro et al. (2007) (Figura 04). Assim, no litoral setentrional os sistemas que está nas adjacências são os tabuleiro semiárido interiorano, tabuleiro costeiro semiárido, planície costeira e planície fluvial e lacustre. Já no litoral oriental as unidades vizinhas são o tabuleiro sub-úmido oriental, planície costeira e planície fluvial e lacustre. Ambas apresentam características semelhantes de interação. As redes de drenagens dos tabuleiros são responsáveis pelo transporte de sedimentos de maior fração, que serão carreados para a planície fluvial e lacustre. Ao chegar no litoral, o fluxo hídrico é lento, favorecendo a deposição de sedimentos de menor fração, a argila, o principal sedimento que forma a planície flúvio-marinha. A planície costeira também tem uma importante influência na deposição de partículas finas, que são efetuados pelos canais de maré, durante a maré cheia. E serve como uma barragem natural para evitar a erosão da linha costeira pela ação do mar. Também ocorre a interação na interface entre a planície flúvio-marinha com o oceano. Pois o manguezal é considerado um berçário ecológico, por ser onde muitas espécies vivem, reproduzem e se alimentam, ocasionando intensa atividade biológica, produzindo nutrientes e matéria orgânica para sustentação da biodiversidade.

Figura 01 - Mapa de localização das planícies flúvio-marinhas no RN

Fonte: IBGE, 2010; IDEMA, 2007

Figura 02: Esquema de interação dos elementos no Litoral Setentrional

Fonte: Adaptado de Christofoletti, 1999; RADAM, 1981; CPRM, 2010; NUNES, 2006.

Figura 03: Esquema de interação dos elementos no Litoral Oriental

Fonte: Adaptado de Christofoletti, 1999; RADAM, 1981; CPRM, 2010; NUNES, 2006.

Figura 04: A – Sistemas vizinhos do litoral setentrional; B – Sistemas

Fonte: Elaborado pelos autores

Considerações Finais

Em decorrência do baixo nível de aproveitamento agrícola na área de flúvio- marinha por serem ambientes com sedimentos inconsolidados, esta unidade possui uma potencialidade natural, que adquire uma significativa importância como fonte de recursos utilizados pela população local, contribuindo no suplemento de alimentos para as comunidades residentes. E proporciona uma intensa atividade biológica, que caracteriza ser um ambiente de elevada produtividade. No litoral setentrional, a hipersalinidade é uma potencialidade do ponto de vista da ação antrópica, através da construção de salinas. Porém, essa hipersalinidade se torna um fator limitante para o desenvolvimento da vegetação de mangue. Por apresentarem particularidades para cada porção do litoral (Setentrional e Oriental), principalmente por conta das diferentes influências climáticas e ocorrência de estuário negativo e positivo, respectivamente, para cada porção da costa litorânea, propõe-se a subdivisão destes sistemas em: Planícies Flúvio-marinha do Litoral Setentrional e Planícies Flúvio-marinha do Litoral Oriental. Portanto, o aprofundamento do conhecimento das fragilidades desses ambientes, torna importante para o planejamento e também para a preservação das áreas de manguezais. Principalmente, porque, são áreas tidos por lei, que devem ser preservadas, por serem ambientes dinâmicos e prestar diversos serviços ecossistêmicos, tanto para o equilíbrio dinâmico do sistema, quanto para sociedade.

Agradecimentos

A equipe agradece a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior pela concessão da bolsa de mestrado através do Programa de Pós- graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, assim como ao Grupo de Pesquisa em Geoecologia e Biogeografia de Ambientes Tropicais (TROPIKÓS – UFRN), pelo apoio nos trabalhos de campo e de gabinete.

Referências

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