Autores

Jorge, M.C.O. (UFRJ) ; Pereira, L.S. (UFRJ) ; Muniz Rodrigues, A. (UFRJ) ; Teixeira Guerra, A.J. (UFRJ)

Resumo

Foi realizado um inventário em duas trilhas situadas no sul do município de Ubatuba-SP, denominadas Sítio Recanto da Paz e Sítio Lama Mole. O inventário para estratégias de geoconservação seguiu o modelo da ProGEO- Portugal. Os solos, por possuírem um papel primordial nos serviços ecossistêmicos, e vitais para sustentar a biodiversidade, também foram analisados ao longo das trilhas, a partir das características físicas e químicas como textura, pH, densidade aparente, porosidade, matéria orgânica e argilominerais. O inventário na área permitiu categorizar de forma qualitativa os valores dos sítios de geodiversidade Sítio Recanto da Paz e Lama Mole, como valor cultural, por representar aspectos relacionados ao resgate dos costumes e tradição do modo de vida do caiçara; valor estético, representado por elementos da paisagem, e que são grandes atrativos para o turismo da área e valor científico, elementos diversificados, cuja história geológica remete a amalgação, evolução e a fragmentação do Supercontinente Gondwana, e que influenciam na atual configuração da paisagem.

Palavras chaves

Geodiversidade; Inventario do patrimônio geológico ; Solos

Introdução

A geodiversidade sempre teve um papel fundamental nas atividades dos seres vivos; as complexas relações entre geologia, processos naturais, formas de relevo, solos e clima sempre foram condição sine qua non para a distribuição dos habitats e das espécies no planeta. Trabalhos acadêmicos focados na geodiversidade mostram um caminho importante para se estabelecer estratégias de geoconservação. Esse olhar sobre a geodiversidade se faz presente, onde valores lhes são atribuídos, bem como mostram sua vulnerabilidade diante das atividades antrópicas (PEREIRA et al., 2013; NETTO et al., 2014; BRILHA, 2016). A geodiversidade, antes preterida em detrimento da biodiversidade, nas últimas décadas vem sendo trabalhada por diferentes especialistas, assim como têm sido reconhecidas as relações entre a biodiversidade e geodiversidade (GALOPIM, 2012; IBÁÑEZ et al., 2013). A respeito do seu conceito, várias definições tratam a geodiversidade como sendo uma variedade, ou diversidade natural de rochas, minerais, fósseis, acidentes geográficos, sedimentos e solos, juntamente com os processos naturais que os formam (KIERNAN, 2001; SHARPLES, 2002; GRAY, 2004; BRILHA, 2005; GRAY, 2008; AZEVEDO, 2007; PEREIRA et al., 2016). GRAY (2013) inclui para a geodiversidade não apenas rochas e principais estruturas geológicas, mas também sedimentos e características das paisagens. Os solos, nessa perspectiva, podem ser utilizados como importante característica estética da paisagem, bem como vitais para sustentar a biodiversidade, sendo hospedeiros de pelo menos um quarto da biodiversidade mundial e muitas funções ambientais, incluindo diminuição da poluição, mudanças climáticas e produção de alimentos. Dada sua importância e por outro lado a ameaça decorrente do manejo inadequado e, concomitantemente, da sua degradação em muitas partes do mundo, destaca-se que a ONU decretou 2015 como sendo o Ano Internacional dos Solos, cuja campanha de acordo com a FAO, teve como foco principal: healthy soils for a healthy life (solos saudáveis para uma vida saudável) Guerra (2016). A partir desse enfoque, e sob a ótica do trinômio geodiversidade, geoconservação e geoturismo, o inventário torna-se parte essencial para as estratégias de conservação, conforme sugere Brilha (2005 e 2016), no qual a geodiversidade é identificada, avaliada, selecionada e descrita. No exemplo desse trabalho, o recorte utilizado foram as trilhas situadas no sul de Ubatuba. Essas trilhas, usadas principalmente como roteiro turístico, podem exercer muito mais do que a função de uma simples via para se chegar a um determinado destino, elas podem mostrar que essas feições, parte fundamental da geodiversidade, possuem valores e necessitam de cuidado e respeito (COSTA, 2006; FOLMANN, 2013; JORGE et al., 2016; JORGE, 2017). São nessas vias também que um outro elemento da geodiversidade se faz presente, o solo, e que embora não faça parte de roteiros turísticos, é essencial como suporte para a passagem no leito da trilha, para a manutenção e para o equilíbrio do sistema. O município de Ubatuba, localizado no litoral norte do estado de São Paulo, possui área de 723 km², e população estimada de 87.364 habitantes (IBGE, 2016). Está situado entre as coordenadas geográficas 23°35´48´´ S / 45°16´55 ´´W e 23°11´50´´ S/44°´43´22´´W (Figura 1). É cercado pelos contrafortes da Serra do Mar, e a exuberante Mata Atlântica, que cobre quase 80% do seu território, e inclui importantes Unidades de Conservação (UC’s). A Mata Atlântica encontra-se entre os cinco principais biomas no ranking dos Hotspots de biodiversidade do planeta, devido ao seu alto grau de endemismo (CONSERVATION INTERNATIONAL, 2016). Dessa forma, esse trabalho tem como objetivo a realização do inventário do patrimônio geológico e geomorfológico das trilhas Sítio Recanto da Paz e Sítio Lama Mole, assim como a caracterização do solo no contexto da geodiversidade e geoconservação, e as ameaças a que estão propensos.

Material e métodos

A metodologia do inventário, sendo considerada uma das etapas das estratégias de geoconservação de Brilha (2005, 2016), foi baseada no trabalho de Pereira (2010), realizado na Chapada da Diamantina (BA), nas quais se utilizaram fichas adaptadas por um modelo proposto pela ProGEO – Portugal (Associação Europeia para a Conservação do Patrimônio Geológico). Para os locais inventariados foram obtidas as coordenadas por GPS Garmin, o registro fotográfico, e todas as informações necessárias para caracterização dos mesmos, como revisão da literatura sobre a geologia e geomorfologia. Foram acrescentados no inventário, informações sobre os solos ao longo das trilhas e o estado de conservação dos mesmos. A escolha dos geossítios a serem inventariados teve como ponto de partida o sul do município de Ubatuba e mais especifico, as trilhas que fazem parte de roteiros turísticos, e que também estão inseridas em trabalhos de educação ambiental. Dessa forma, a definição dos pontos a serem inventariados levou em consideração o valor turístico, cientifico, didático e cultural de cada geossítio e a categoria temática utilizada, a história geológica da região, no contexto da evolução do “Supercontinente Gondwana Ocidental, amalgamado durante o Ciclo Brasiliano, no Neoproterozoico-Cambriano e fragmentado no Jurássico-Cretáceo, com reativações ocorridas no Cenozóico” (Garcia, 2012). Esse último acontecimento, gerou grandes falhamentos, alternados por episódios isolados de vulcanismo, configurando-se num dos mais espetaculares cenários paisagísticos e naturais da paisagem na área, representada pela Serra do Mar. São nessas escarpas íngremes que se situam os remanescentes mais preservados da Mata Atlântica, protegidos pela topografia acentuada. Quanto à coleta de solos, foram realizadas em profundidade 0-10 cm, denominadas deformadas e volumétricas, ao longo das trilhas Sítio Lama Mole e Sítio Recanto da Paz, totalizando cinco pontos de coletas para leito da trilha (TR) e talude (TA). Ressalta-se que embora a literatura recomende intervalos de coletas de amostragem para cada 100 metros, podendo chegar a 600 metros para se alcançar eficiência e acurácia (Leung e Marion, 1996), as amostras foram coletadas em intervalos aleatórios, pela dificuldade de se encontrar pontos com condições adequadas para as coletas, principalmente no talude, onde em muitos trechos das trilhas, o mesmo é inexistente. As amostras foram analisadas no Laboratório de Geomorfologia, do Departamento de Geografia da UFRJ, utilizando a metodologia da EMBRAPA (2011), com a avaliação dos seguintes parâmetros: densidade real e aparente, porosidade, pH, granulometria e matéria orgânica. Complementando essas análises das propriedades físicas e químicas dos solos, foram realizadas análises de espectrometria de fluorescência de Raios-X (FRX), a espectrometria de difração de Raios-X (DRX), no Laboratório de Geomorfologia, da Universidade de Wolverhampton, Inglaterra.

Resultado e discussão

Belvedere Recanto da Paz Trata-se de um geossítio panorâmico, situado no sítio Recanto da Paz, sob as coordenadas UTM 473697.75 m E e 7395899.60 m S. Ocupa uma área menor que 0,1 ha, num morro de topo convexo, que se encontra em nível mais baixo em relação aos morros de topos angulosos da Serra do Mar, com altitude de 177 metros, e inserido no Parque Estadual da Serra do Mar (Figura 2). O sítio é conhecido pelo cultivo de gengibre desde a década de 80, e a partir da década de 90, teve início a cultura do uso sem agrotóxicos, conquistando em 2011, o certificado IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural). Em 2015, aderiu ao turismo rural e ao ecoturismo. Destaca-se que o terreno engloba rochas que datam do Proterozóico, formados durante o processo de consolidação do embasamento da Plataforma Sul-Americana (final do Proterozóico a Cambriano) (ALMEIDA CARNEIRO, 1998), mas a forma atual do relevo, esculpido ao longo do Período Terciário e ressalientado no Quaternário (ALMEIDA, 1983; HEILBRON, 2004). O ponto de observação do geossítio tem como principal interesse as feições geomorfológicas representadas pela Serra do Mar e a planície costeira (Figura 2 b). À esquerda, tem-se a enseada da Lagoinha, e uma sucessão de reentrâncias entre os esporões, que mergulham diretamente no oceano, resultando em costões. Já na planície costeira da Maranduba, a serra da Caçandoca, situada à direita, se desfaz suavizada por rampas de colúvio e tálus. Observam-se também pequenos maciços e morros isolados, que avançam para as baixadas, chegando a atingir a linha de costa, individualizando-a em pequenas planícies costeiras (PONÇANO et al., 1981). Propriedades físicas e químicas A partir das amostras coletadas nos três pontos ao longo da trilha, com relação ao pH, destaca-se que os valores para os três pontos do TA são mais baixos quando comparados ao TR, cuja média foi de 4,52 (TA) e 4,73 (TR). A densidade dos solos versus porosidade, mostra que o leito da trilha possui maiores valores de densidade nos três pontos (TR1, TR2 e TR3). O ponto 1 é o que apresenta o menor valor, sendo 0,88 g/cm3 (TA) e 1,12 g/cm3 (TR). Fullen e Catt (2004) consideram valores de densidade aparente média de 1,0 a 1,4 g/cm³, sendo correspondentes, dessa forma, para os valores encontrados de TA e TR, com exceção do ponto TA1 (0,88 g/cm³). Com valores inversos, a porosidade apresentou-se maior para os pontos do TA, sendo o ponto 1 o de maior valor , 65,03 % (TA1) e 54,50% (TR1). Os valores obtidos entre densidade aparente maior no leito, quando comparado à borda foi encontrado por Saraiva (2011), Oliveira et al. (2013) e Rangel (2014). Esses dados evidenciam que a trilha não está submetida a elevado grau de compactação. Os valores elevados de M.O. para os três pontos (TA e TR) corroboram para essa afirmação, principalmente para o ponto 1, cujo valor de M.O foi de 7,72 % (TA) e 6,68% (TR). Com relação à textura, os pontos 2 e 3 (TA e TR) possuem características semelhantes, sendo classificados como franco, segundo o United States Department of Agriculture (USDA). Possuem elevado teor de silte TA2 (37,05%) e TR2 (32,60%), TA3 (33,5%) e TR3 (31,90%), e areia fina que varia de 12,4 % (TA3), e 27,45 % (TR2). Com relação aos processos erosivos, as frações mais propensas à erosão são as frações de areia fina e silte, por não possuírem alta capacidade de agregação, contrário à argila, fração de mais difícil remoção, por possuir maior capacidade de agregação (FULLEN e CATT, 2004; MORGAN, 2005; GUERRA, 2016). O ponto 1 foi classificado como franco argiloso (TA1) e franco argilo-arenoso (TR1). O tipo de argilomineral, juntamente com M.O., tem o papel de influenciar a estabilidade dos agregados, conferindo maior ou menor erodibilidade (Morgan, 2005; Guerra, 2013). Para os 3 pontos analisados, o principal constituinte mineralógico é a caulinita, argilomineral 1:1, com exceção da gibsita, para a TR1. A presença da caulinita no solo indica elevado grau de intemperismo (EMBRAPA, 2006) nos solos situados na trilha, caracterizado como Latossolo ácido e pobre de cátions. Belvedere Sítio Lama Mole Trata-se de um geossítio panorâmico, e encontra-se no Sítio Lama Mole, no bairro Araribá, sob as coordenadas UTM 473435.56 m E e 7396016.34 m S. Ocupa área entre 0,1-10 ha, no mesmo morro em que está situado o belvedere Sítio Recanto da Paz; porém, na face oposta, numa altitude de 90 metros. O Sítio vem sendo utilizado por praticantes do turismo rural, observadores de aves (birdwatching) e por estudantes de vários níveis escolares. Além da experiência do contato com a natureza, o sítio é um bom exemplo do modo de viver do caiçara, representado pela presença de roça antiga, pautada no modelo de conservação dos solos, moradia e hábitos alimentares (Figura 3). Do ponto de observação é possível avistar a planície costeira da Tabatinga (divisa de Caraguatatuba e Ubatuba); Cocanha e Massaguaçú, pertencentes ao município de Caraguatatuba; um trecho do município de Ubatuba à esquerda; e, mais ao fundo, à esquerda, trecho do município de Ilhabela e, à direita, São Sebastião. Assim como o geossítio belvedere Recanto da Paz, faz parte de grandes eventos tectônicos que ocorreram com a colisão e fragmentação do Gondwana, iniciada há cerca de 150 milhões de anos, que resultou na abertura do oceano Atlântico entre a África e a América do Sul (ALMEIDA e CARNEIRO, 1998). Tem como principais interesses as feições geomorfológicas representadas pela Serra do Mar, já que no Litoral Norte o relevo se apresenta de maneira bastante peculiar, onde a presença de escarpas de blocos falhados se mostrou como a feição geomorfológica mais significativa. Propriedades físicas e químicas dos solos Analisando os parâmetros físicos e químicos dos solos (TA4/TR4 e TA5/TR5) a densidade para o ponto 5, leito da trilha (TR5) e talude (TA5), apresentou valores acima de 1,5 g/cm³. Fullen e Catt (2004) consideram valores de densidade aparente elevada acima de 1,5 g/cm³. Os baixos valores de porosidade estão diretamente relacionados com os altos valores da densidade do solo, denotando solos compactados. Os valores baixos de M.O. para esse ponto (2,65%-TA5 e 3,78%-TR5) corroboram com as informações observadas em campo, como presença de matéria orgânica e serapilheira baixa. O ponto 4 possui densidade aparente menor (1,18 g/cm3- TA4 e 1,54 g/cm3-TR4), embora a M.O tenha sido inferior ao ponto 5, sendo de 2,23 % (TA4) e 2,76% (TR4). Esse ponto está muito próximo à entrada do sítio, bem alterado, com pouca vegetação e serapilheira. Destaca-se que no ponto 5, a concentração de areia grossa, juntamente com a areia fina somam mais de 50%, 51,75% (TR5) e 10,77 % (TR5). Solos arenosos tendem a melhor absorção da água, porém, não é o que ocorre na área. O solo encontra-se encharcado, cuja densidade aparente apresentou-se elevada e porosidade baixa, características de uma área que está sofrendo compactação. A classe textural no ponto 4 é franco-argilosa (TA4) e franco argilo-arenosa (TR4). Esse ponto apresenta maior concentração de argila, principalmente no TA4, teores elevados de argila, apesar de dificultarem a infiltração de água, podem facilitar a formação de agregados. O ponto 5 possui concentração maior de areia, sendo caracterizado pela classe franco argilo-arenosa e franco-arenosa. A areia, principalmente a fina, tem relação com os processos de erodibilidade, por desestabilizá-lo. O impacto direto da gota da chuva no leito da trilha, sem a proteção da serapilheira tende a levar as partículas finas e, dessa forma, iniciar o processo erosivo. Nesses dois pontos de coleta, ocorre Latossolo Vermelho-Amarelo, bem intemperizado, com pH ácido variando de 4,38 (TA4) a 4,48 (TR4). A fração argila dos Latossolos é composta principalmente por caulinita, óxidos de ferro e óxidos de alumínio (gibsita). Comparando os dados com os da trilha Sitio Recanto da Paz, o solo encontra-se mais compactado, e com início de processos erosivos, como erosão laminar e ravinas (Figura 4).

Figura 1

Localização da área de estudo.

Figura 3

Sitio Lama Mole. Foto: Maria Jorge (2017)

Figura 2

Vista do belvedere Sítio Recanto da Paz. Foto: Maria Jorge (2017).

Figura 4

Inicio de processo erosivo ao longo da trilha. Foto: Maria Jorge (2017)

Considerações Finais

Os geossítios Belvedere Sítio Recanto da Paz e Belvedere Sítio Lama Mole foram incluídos no inventário, em função da sua história geológica que remete a amalgamação, evolução e a fragmentação do Supercontinente Gondwana, e das feições geomorfológicas, resultantes da evolução da Serra do Mar, que influenciam na atual configuração da paisagem. Soma-se a isso o fato de estarem situadas numa área com potencial turístico rural, e que tem sido usada para mostrar os valores da cultura caiçara, assim como vem sendo trabalhado na perspectiva da educação ambiental. Assim, a geodiversidade, ao mesmo tempo que pode fornecer matéria prima e outros benefícios para o homem, também está sujeita a ameaças, como no exemplo dos solos ao longo das trilhas. Utilizadas para práticas turísticas e atividades educacionais, porém, sem planejamento do seu uso, ambas as trilhas apresentam início de processos erosivos, como erosão laminar e ravinas, principalmente a trilha Sítio Lama Mole, cujo solo encontra-se mais compactado, e conforme demonstrado pelos maiores valores de densidade aparente, e baixos valores de porosidade e matéria orgânica. O inventário permitiu, dessa forma, mostrar os valores da geodiversidade nas duas trilhas e sua importância como etapa essencial nas estratégias de geoconservação, assim como o solo, enquanto elemento da geodiversidade, e parte de um sistema integrado, que também necessita de estratégias à sua conservação.

Agradecimentos

AO CNPQ pela concessão da bolsa 167719/2017-3 - Pós-doutorado Júnior. À Dona Anne Kamiyama e funcionários do Sítio Recanto da Paz.

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