Autores

Moura-fé, M.M. (UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI - URCA)

Resumo

Pertencente ao grupo das serras úmidas do semiárido nordestino, feições geomorfológicas importantes para o estado do Ceará e para a região Nordeste do Brasil, a Ibiapaba apresenta lacunas em sua história natural e, por conseguinte, a necessidade de um maior conhecimento. Com base nessa premissa, o objetivo principal desse artigo é apresentar a evolução geomorfológica da Ibiapaba, culminando com a apresentação de propostas de conservação, com a proposição de 3 (três) geomorfossítios representativos da geodiversidade da região e dessa história natural. Metodologicamente foram utilizados os pressupostos teóricos da geomorfologia e da análise morfoestrutural. O contingente técnico se apoiou nas etapas de gabinete, com criteriosos levantamentos bibliográfico e cartográfico, na realização de levantamentos de campo e na análise integrada de todos os dados na etapa de laboratório.

Palavras chaves

Geodiversidade; Geoconservação; Geomorfossítios

Introdução

A partir de 1530, três décadas após o contato inicial, Portugal decidiu colonizar as terras brasileiras com ênfase no litoral dos atuais estados de Pernambuco e Bahia. O atual território do Ceará era entendido como uma região periférica, cujo acesso era dificultado pela direção das correntes marítimas e com atracagem dificultada pelas características da costa. Somado a isso, havia a ocorrência das secas e a hostilidade dos povos nativos e, sobretudo, a ausência de atrativos econômicos (FARIAS, 2012). O resultado foi um hiato de décadas em que o Ceará foi posto à margem do processo de ocupação em trâmite em outras partes do Brasil. A 1ª tentativa oficial de colonização se deu em 1603, com Pero Coelho de Sousa, sem sucesso na sua fixação, mas que chegou até a região da Ibiapaba (ARARIPE, 2002). Entre outras tentativas, apenas em 1654, com a expulsão dos holandeses por Álvaro de Azevedo, deu-se de forma mais concreta a ocupação inicial do Ceará (FARIAS, 2012; SOUZA, 2005). As características naturais de semiaridez não inviabilizaram a paulatina ocupação e o crescente uso do solo desde então, mas elas permanecem, notabilizando-se pela irregularidade das chuvas, em consonância com significativas horas de insolação anuais, elevadas temperaturas médias do ar e proporcionais taxas de evaporação, cujo conjunto condiciona um quadro de déficit hídrico, característico do “sertão” nordestino. Apesar de sua relativa inospitalidade natural, o sertão foi ocupado e nesse processo a pecuária exerceu papel importante, expandindo-se por toda a extensão do semiárido cearense a partir dos vales dos principais rios (NEVES, 2007). As exceções a esse processo se deram nas áreas mais úmidas, litoral e algumas serras, superfícies topograficamente elevadas, submetidas às influências de mesoclimas de altitude, com umidade e temperaturas mais amenas e balanços hídricos superavitários durante a estação chuvosa (SOUZA e OLIVEIRA, 2006), são as serras úmidas ou brejos de altitude. As serras úmidas foram importantes no processo de povoamento cearense ao serem utilizadas para o desenvolvimento da atividade agrícola, com a introdução nos séculos XVII e XVIII do cultivo de cana-de-açúcar e de outras culturas, objetivando o abastecimento das crescentes localidades sertanejas, dedicadas à pecuária (SILVA e CAVALCANTE, 2004), num regime de complementaridade fundamental para a ocupação do território cearense. Nas décadas de 1930 e 1940, o cultivo do café foi introduzido e ocupou algumas dessas serras, como a Ibiapaba. O cultivo obteve êxito, graças às condições naturais favoráveis do solo, temperatura, luminosidade e precipitação adequadas. Esse enlace derivou progressivamente em atratividade de mão de obra e um correlato crescimento demográfico dessas regiões (SOUZA, 2005). Atualmente vários municípios situados na Ibiapaba apresentam um contingente populacional acima de 30 mil habitantes, com destaque para Viçosa do Ceará (54.959 habitantes) e Tianguá (68.859 habitantes) que, por exemplo, no ano 2000 tinha um contingente populacional de 58.069 habitantes (IBGE, 2010; SILVA e CAVALCANTE, 2004), um crescimento populacional acima de 15,5% em uma década. Esse crescimento populacional, ocorrente de forma menos significativa na região, vem sendo atrelado à degradação das condições naturais, dentre as quais, elementos da geodiversidade identificados por Moura-Fé (2015a). São morfoestruturas herdadas dos processos de estruturação pré-cretácica e, sobretudo, da história morfoestrutural cretácica-cenozóica; e morfoesculturas modeladas durante o Cenozoico sobre essas grandes feições em diferentes contextos climáticos; testemunhas de uma complexa história natural e que ainda estão presentes na paisagem da Ibiapaba e região, e configuram-se como um verdadeiro patrimônio natural do estado do Ceará. Nesse contexto, o objetivo principal desse artigo é apresentar propostas de conservação, com a proposição de 3 (três) geomorfossítios representativos da geodiversidade da Ibiapaba.

Material e métodos

O itinerário metodológico percorrido para a elaboração deste artigo é compartimentado em duas linhas: no embasamento teórico, centrado na abordagem morfoestrutural da ciência geomorfológica e na utilização de um contingente técnico associado. Nesse contexto morfoestrutural de análise, seus principais elementos são as morfoestruturas e as morfoesculturas, cujos conceitos, estabelecidos a partir de Gerasimov (1946), Gerasimov e Mescherikov (1968) e Mescerjakov (1968), forneceram uma nova direção teórico-metodológica para os estudos de geomorfologia (ROSS, 2003). As morfoestruturas são de diferentes origens e idades, por exemplo, os cratons, horts, as bacias sedimentares e as cadeias de montanhas, as quais não podem ser consideradas como substratos passivos, mas sim, como elementos ativos no processo de desenvolvimento do relevo. As morfoestruturas respondem pelas formas maiores do relevo, tratadas em escala regional (CORRÊA et al., 2010; ROSS, 2003). Por sua vez, as morfoesculturas correspondem ao modelado ou à tipologia de formas geradas sobre uma ou várias morfoestruturas através da ação exogenética (ROSS, 2003), são formas embutidas nas morfoestruturas e que apresentam maior escala de detalhe. Desse modo, o entendimento das formas atuais do relevo sob o viés morfoestrutural passa por uma adequada interpretação das influências endogenéticas e exogenéticas atuais e pretéritas e que deixam marcas na superfície do terreno, específicas de cada processo dominante (MARQUES, 2003; ROSS, 2003). Em relação ao contingente técnico desenvolvido em gabinete, em campo e em laboratório, a etapa de gabinete inicialmente se deu com o levantamento de materiais utilizados na pesquisa, dividida em dois grupos: bibliográfico e cartográfico. O levantamento bibliográfico abordou a produção científica associada aos temas de pesquisa propostos. A busca se deu, sobremaneira, por meio do portal de periódicos da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no endereço web: www.periodicos.capes.gov.br, objetivando a seleção e download de artigos científicos internacionais e nacionais relevantes e atuais. O levantamento cartográfico também teve importante fonte na web, com destaque para as páginas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE - www.ibge.gov.br/home), do Ministério do Meio Ambiente (MMA - www.mma.gov.br) e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM - www.cprm.gov.br), os quais disponibilizam gratuitamente diversos materiais de qualidade e que apoiaram a elaboração de diversos produtos cartográficos e ilustrativos. Em relação à 2ª etapa, relativa aos levantamentos de campo, os mesmos foram realizados em diferentes momentos ao longo do período de 2012-2015, feitos em dias consecutivos e programados antecipadamente, com percurso, datas e objetivos pré-determinados. As atividades para suas realizações foram divididas em quatro etapas: análise de material bibliográfico, cartográfico e imagens de satélites; produção de mapas para auxílio no campo; trabalhos de campo para a comprovação dos dados e a correção e adequação do material cartográfico produzido para o contexto da pesquisa. Em campo foram feitos registros fotográficos, das características topográficas, morfométricas e morfoestruturais dos relevos e seus contatos, além da determinação das coordenadas UTM de todos os elementos abordados. Por fim, no tocante às atividades de laboratório, esta etapa consistiu inicialmente em análises detalhadas, tanto de material impresso quanto digital de diversos mapas e cartas; e, associado aos resultados das demais etapas metodológicas, ao mapeamento e desenvolvimento de produtos gráficos. Ainda em relação à etapa de cartografação, foram utilizadas diversas técnicas de geoprocessamento, diferentes usos do sensoriamento remoto e o emprego de SIGs, os quais, conforme Argento (2003), são de apoio fundamental para a elaboração de mapeamentos geomorfológicos.

Resultado e discussão

A geodiversidade é o resultado da interação de diversos fatores, como as rochas, o clima, os seres vivos, entre outros, possibilitando o aparecimento de paisagens distintas em todo o mundo (BRILHA, 2005), integrando a diversidade geológica (rochas, minerais e fósseis), geomorfológica (formas de relevo) e pedológica (solos), além dos processos que lhes originaram (BÉTARD et al., 2011) e lhes modelam de forma dinâmica e integrada atualmente (MOURA FÉ, 2015a). Enquanto testemunha científica dos acontecimentos que marcaram a história evolutiva da Terra, a geodiversidade deve ser conservada como parte fundamental do patrimônio natural e utilizada para fins científicos, didáticos, culturais e geoturísticos (GODOY et al., 2013), na forma de sítios naturais, os geossítios, com base nos seus 7 (sete) valores fundamentais: intrínseco, cultural, estético, econômico, funcional, científico e didático (MOCHIUTTI et al., 2012). Porém, por conta do valor econômico, sobretudo, muitas são as ameaças à geodiversidade, onde a sociedade é o principal agente modificador e degradador (GRAY, 2005). Na tentativa de reverter esse quadro de vulnerabilidade, têm sido criadas estratégias visando à conservação da geodiversidade, as quais podem ser aglutinadas na geoconservação, que conceitualmente “é um ramo de atividade científica que tem como objetivo a caracterização, conservação e gestão do patrimônio geológico e processos naturais associados” (BRILHA, 2005, p. 51). No entanto, mesmo com a intensificação das ações de geoconservação, a implementação de medidas e a conservação efetiva ainda encontram-se distantes do ideal. Tal fato pode ser relacionado, principalmente, à carência de estratégias institucionais e à ausência de bases legais que garantam a conservação do patrimônio com uso sustentável (BARRETO et al., 2009; LIMA, 2008), o que pode ser realizado através do geoturismo (MOURA FÉ, 2015a). Os conceitos de geodiversidade e geoconservação, juntamente com o geoturismo, formam o trinômio fundamental para a divulgação, valorização e conservação do patrimônio natural (BENTO e RODRIGUES, 2010) e seus sítios, os quais se configuram como um elo entre esses conceitos, por serem os locais de ocorrência de geodiversidade, se notabilizando como formas de geoconservação e como locais para o desenvolvimento da atividade geoturística (MOURA-FÉ, 2015b). O inventário da geodiversidade de um local e a seleção de sítios representativos da sua história evolutiva são os primeiros passos para a determinação do patrimônio geomorfológico (GODOY et al., 2013). Esse geopatrimônio está intimamente relacionado à definição de sítios geomorfológicos, os geomorfossítios, cujas formas de relevo e depósitos correlatos, isoladamente ou em conjunto, devem ser representativas de determinados processos morfogenéticos (VIEIRA e CUNHA, 2004). Panizza (2001) conceitua os geomorfossítios como as formas de relevo que adquiriram um valor científico, cultural/histórico, estético e/ou socioeconômico, devido à percepção humana ou exploração. Eles podem ser “objetos” geomorfológicos individuais ou paisagens mais amplas, sujeitos à modificação, danificação e até mesmo a destruição pelos impactos das atividades humanas (REYNARD e PANIZZA, 2005). Assim como os demais tipos de geossítios, o valor dos geomorfossítios é ainda pouco conhecido pelo público turístico, bem como para os cientistas de outras disciplinas. Face os riscos de descaracterização e perda dessa geodiversidade é peremptória a necessidade de ampliar o perfil público dos geomorfossítios, de desenvolver novos métodos para avaliar sua formação científica, cultural, estética e seus valores socioeconômicos e, finalmente, de protegê-los num quadro jurídico (REYNARD e PANIZZA, 2005). Nesse contexto e agregando os referenciais globais de análise e os 6 critérios básicos de avaliação de geossítios utilizados pela SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos), todos embasados cientificamente em Moura-Fé (2015a), propomos 3 geomorfossítios na Ibiapaba (Figura 1), representativos da singularidade do seu patrimônio geomorfológico. Na área há 3 Unidades de Conservação da Natureza (UCs), ao passo que o Parque Nacional de Ubajara (proteção integral), e a APA da Serra da Ibiapaba (uso sustentável) englobam os geomorfossítios propostos, os quais fazem parte de um contexto conservacionista diferente daquele proposto pelas UCs, mas que são correlacionáveis e cujo desenvolvimento em parceria pode e deve ser estimulado, garantindo de forma mais eficaz sua conservação sob a égide legal. O geomorfossítio do Bosco está situado integralmente no equipamento ecoturístico denominado de “Sítio Bosco”, em Tianguá, e na APA da Serra da Ibiapaba. Sua singularidade se apresenta no fato do local ser o mais significativo representante panorâmico da Ibiapaba e região, ao ter mirantes estruturados e sendo utilizados, com visão privilegiada para a vertente leste e seu entorno, com vista para diversos trechos da BR-222, porta de entrada histórica da região, a qual se dá, pela cidade de Tianguá. Situado na borda leste soerguida da bacia do Parnaíba, este geomorfossítio permite discorrer sobre toda a história evolutiva geomorfológica da área a partir de seus mirantes, com a ampla possibilidade de visualização e discussão do conjunto de feições partícipes dos processos geológicos-chave na história evolutiva, com destaque para as morfoestruturas - superfícies de aplainamento, o contato em glint, a cuesta da Ibiapaba e o seu reverso, os maciços e inselbergues, bem como o direcionamento estrutural da rede de drenagem. Algo interessante para identificação dessas feições é a possível elaboração e instalação de um painel interpretativo, com um registro fotográfico de alta qualidade e posicionado estrategicamente entre o observador e a paisagem fotografada. Um painel claro e didático que permita o acesso inicial das pessoas às feições da paisagem e suas correspondentes participações na história natural da região, sem a necessidade de um guia, por exemplo. Esse painel pode conter as seguintes informações (Fig. 2), acompanhadas de uma legenda explicativa. O geomorfossítio dos Carstes é proposto para ser estabelecido no Parna de Ubajara, que possui um dos mais belos exemplos de relevo cárstico do Brasil e abriga o mais importante patrimônio espeleológico do Ceará, composto por 9 morros calcários (cones cársticos), onde se encontram 14 grutas calcárias (OLIVEIRA et al., 2011; VERÍSSIMO et al., 2005), relevos reliquiares que se configuram como morfoesculturas da Ibiapaba. A proposta desse geomorfossítio objetiva ser um local que represente os relevos cársticos da vertente leste da Ibiapaba, modelados representativos do Ceará e da região Nordeste, feições únicas na história natural da região, já protegidos pela legislação ambiental, mas que pode ser potencializado com a abordagem e valorização enfática de sua geodiversidade. Tal qual o geomorfossítio Bosco, também permite discorrer sobre toda a história evolutiva morfoestrutural da região, com a ampla possibilidade de visualização de todas as morfoestruturas, as quais, inclusive, também podem ser trabalhadas em atividades geoturísticas por meio de um painel interpretativo específico (Fig. 3). O geomorfossítio Castelo de Pedras, situado APA da Serra da Ibiapaba, apresenta-se como um relevo ruiniforme elaborado sobre o arenito, um tipo de relevo onde a paisagem se parece com ruínas abandonadas, cuja gênese particular está intimamente associada à erosão pluvial que atuou sobre as variações faciológicas mais resistentes do arenito do Grupo Serra Grande, o que permitiu que essas formações ganhassem ressalto topográfico em relação ao entorno imediato, litologicamente mais tenro. Seu potencial geoturístico pode ser fomentado se incluir na área do geomorfossítio a “Pedra do Machado”, um mirante com visão geral dos maciços em contato direto com a vertente norte da Ibiapaba, um local indicado para a colocação de um painel interpretativo (Fig. 4).

Mapa de Localização

Figura 1: Mapa de localização dos 03 (três) Geomorfossítios da Ibiapaba e das Unidades de Conservação da Natureza (UCs) associadas.

Geomorfossítio Bosco

Figura 2: Proposta de foto para painel do Geomorfossítio Bosco. Visão panorâmica do entorno leste da Ibiapaba. Foto: Marcelo Moura Fé, Jul/2015.

Geomorfossítio dos Carstes

Figura 3: Proposta de foto para painel do Geomorfossítio dos Carstes. Visão panorâmica dos relevos cársticos. Foto: Marcelo Moura Fé, Dez/2014.

Geomorfossítio Castelo de Pedras

Figura 4: Proposta de foto para painel na Pedra do Machado. Visão dos maciços quartzíticos. Foto: Marcelo Moura Fé, Dez/2014

Considerações Finais

Traçando um ciclo temporal passado-presente-futuro para a evolução geomorfológica da Ibiapaba (gênese-modelagem-conservação), propomos o reconhecimento e estabelecimento de 3 (três) geomorfossítios, representativos da geodiversidade da Ibiapaba e região, a partir de critérios aceitos e constituídos no Brasil e no mundo, considerando elementos e valores científicos discutidos e analisados em Moura-Fé (2015a), além de outros valores específicos adicionais, de âmbito local. Adotamos uma linha conservacionista, considerando a densidade demográfica e a demanda socioeconômica da região, que tornam utópicas proposições preservacionistas, pelo menos em curto prazo. Desta forma, apontamos o geoturismo como uma forma sustentável para a utilização dos geomorfossítios, atividade que deve ser planejada sempre considerando as suas 3 motivações fundamentais: recreação, lazer e aprendizado, organizada e orientada para valorizar esses locais que se notabilizam como uma herança coletiva e que devem ser preservados para as gerações futuras. Espera-se que o estabelecimento e a divulgação dos geomorfossítios da Ibiapaba favoreçam a compreensão de seu valor ambiental e científico, estimule a realização de mais atividades de pesquisa e ensino envolvendo este patrimônio natural e acabe por aumentar o reconhecimento dos benefícios da conservação na população local e no público visitante.

Agradecimentos

À Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) pela concessão da bolsa de estudo no período de vigência regimental do curso de doutorado do autor (PPGG-UFC), fundamental para a realização dos levantamentos de campo e para o alcance dos resultados, os quais são parcialmente apresentados nesse artigo. Ao meu orientador de tese de doutorado, professor Jean-Pierre Peulvast, pelo ótimo trabalho de orientação, pelo aprendizado, pela parceria e generosidade.

Referências

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